A resiliência e o Cristão

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A resiliência e o Cristão

 

Missionária Angela Paiva Fernandes

 

O que é resiliência?

Segundo o site Significados.com.br resiliência significa voltar ao estado normal, natural, principalmente após uma situação crítica e fora do comum, assim como na psicologia resiliência é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer os obstáculos e não ceder à pressão, independente da situação.

A educadora Fátima de Araújo enxerga como uma oportunidade de maturidade caso o ser humano diante de uma situação de estresse souber trabalhar e voltar à condição original, porém transformados, amadurecidos.

Além disso, a Prof.ª Blanches de Paula conceitua o termo resiliência como a capacidade de enfrentar situações adversas, superá-las e aprender com elas, voltar transformados.

Para tanto, nos apresenta alguns pontos relativos à capacidade de ser criativo diante de tais situações adversas, que é a capacidade de resistir a pressão de forma consciente, não fazer da resistência uma fuga, mas uma possibilidade de aprendizado, não ser resistente a mudança e ainda, saber lidar com a pressão e não se desesperar.

A psicoterapeuta Claudia Riecken explica como se dá o processo de resiliência, num primeiro momento de uma situação de estresse ela usa a seguinte frase, respira que é grátis, e apresenta as fases seguintes, que são enfrentar ou aguentar a situação, de superar, se recuperar e por fim prosperar fortalecido. Claudia Riecken entende que a resiliência é o melhor da vida, ou seja, a capacidade que a pessoa tem de continuar se desenvolvendo.

Bem, nos resta a seguinte pergunta:

Como podemos estimular e oferecer a comunidade, na prática do aconselhamento pastoral, o conhecimento que o termo resiliência nos proporciona?

Há casos em que a assistência tem que ser realizada diretamente com a pessoa que está passando por uma situação adversa, nesses casos é necessário tirar o foco do individual e apresentar outra maneira de ver a situação e assim ajudá-la a encontrar um sentido para sua vida e então superar essa situação de desespero e assim, prosperar fortalecido.

É uma característica do Cristão a capacidade de ser resiliente. Portanto, a Igreja deve estimular e oferecer a comunidade um ambiente do qual seja capaz de desenvolver a capacidade de ser resiliente a ponto de leva-la a uma tomada de decisão.

O Cristão entende que essa força interior vem de Deus, o seu criador e o lembra de que mesmo em situações adversas a sua história não acabou, mas pode estar começando, pois a existência divina transcende a vida e as adversidades terrestres.

Assim, cabe a Igreja na pregação do evangelho, seja por meio da palavra, do louvor, das atividades lúdicas, de assistência social apresentar a comunidade que a mensagem de salvação por meio de Jesus Cristo nos dá um sentido maior para a nossa vida, de que não estamos sozinhos e de que a história não acabou.

É a certeza e a esperança necessária para se continuar caminhando e se desenvolvendo, independente das condições da vida, pois a paz que transcende, ou seja, excede todo o entendimento, guardará os corações e os sentimentos em Cristo Jesus, assim como está em Filipenses 4:7.

Sites:

Significados.com.br

Disponível em: http://www.significados.com.br/resiliencia/

Sem Censura, Especial Resiliência

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=

VÍDEO da tele-aula de 19.08.2013

Disponível em: http://metodistasp.eduead.com.br/eduead/mod/url/view.php?id=86158.

 

“A vida tem sentido, independente das condições” – Dr. Viktor Frankl

euA vida tem sentido, independente das condições

 

Missionária Angela Paiva Fernandes

 

A afirmação do médico psiquiatra Viktor Frankl de que “A vida tem sentido, independente das condições” remete imediatamente ao seguinte questionamento:

  “Mas como pode alguém, que experimenta o sentimento de desespero, reconhecer esse sentido?”

 Diante de sua experiência de vida se utilizou da observação para analisar a atitude das pessoas perante tais adversidades, situações extremas de estresse que levavam ao desespero, do qual apresentou a seguinte definição para o desespero, ou seja,

 “D=S-S” => desespero é igual a sofrimento sem o sentido

Esse raciocínio levou o Dr. Frankl a desenvolver a Logoterapia, ou seja, a terapia do sentido da vida, da qual pode ser encontrada na capacidade de criação, no amor, e ainda que seja em situações limites, no sofrimento.

A pessoa só é capaz de superar o desespero no momento em que encontrar um sentido para o seu sofrimento, caso contrário, a falta de sentido da vida pode levar a depressão, ao homicídio e até mesmo ao suicídio, pois se a pessoa não enxergar um sentido, ela não tem pelo que viver.

Porém, o questionamento ainda nos interpela:

 “Mas como pode alguém, que experimenta o sentimento de desespero, reconhecer esse sentido?”

Assim como essa pergunta nos coloca numa situação limite de aparente falta de resposta e conforme o raciocínio do Dr. Frankl, dado a um tom existencialista, a mesma pergunta nos apresenta a resposta, a partir da dimensão espiritual.

Segundo o Dr. Frankl o ser humano apresenta três dimensões, das quais necessitam estar equilibradas, que são a física, a psíquica e a terceira dimensão que ele acrescentou, a espiritual, não especificamente na dimensão religiosa, mas no sentido do ser-responsável, ou seja, quais são as minhas respostas, as minhas atitudes.

O fator determinante para ele se chama “decisão”, ou seja, “a liberdade de escolha de tomar uma decisão, de tornar-se quem quer ser, apesar das circunstâncias”.

Essa é a resposta!

A liberdade em relação às circunstâncias pode ser limitada, mesmo em situações adversas ou não. Entretanto, quanto a nossa conduta e ao nosso enfrentamento diante dessas circunstâncias somos plenamente livres.

O modo como reagimos a uma dada situação imposta é uma decisão nossa, da qual nos torna sujeito, como dito anteriormente, plenamente livre.

Isso ocorre, ainda que as circunstâncias não possam ser mudadas, pois mesmo que tais circunstâncias não mudem, a pessoa tem a liberdade de decidir mudar a atitude frente a essa situação.

Portanto, encontrar um sentido para a vida diante de uma situação de sofrimento e desespero irrompe de uma decisão, da qual independentemente das circunstâncias, nos torna plenamente livres para fazermos essa escolha, ainda que esse sentido seja simplesmente viver.

Assim, diante do raciocínio do Dr. Frankl a afirmação “A vida tem sentido, independe das condições” é verdadeira.

A decisão de encontrar ou não esse sentido é nossa!

 

Bibliografia:

Sites:

FRANKL, Viktor E. A descoberta de um sentido no sofrimento

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=5cd2KANOJuU%3E;

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=mBxVZTbi6q4.

VÍDEO da tele-aula de 19.08.2013

Disponível em: http://metodistasp.eduead.com.br/eduead/mod/url/view.php?id=86158.